quarta-feira, 1 de setembro de 2010

[Saúde] Debate

Nesse sábado, 04/09 às 9h, o comitê de trabalhadores da saúde da Resistência organiza na sede o debate "Atualidade na luta dos trabalhadores da saúde em Alagoas".

Na oportunidade este comitê também será apresentado aos presentes. Também estará disponível material da A OUTRA CAMPANHA.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A OUTRA CAMPANHA 2010

Acessem o site da "A OUTRA CAMPANHA" e peguem o material da cartilha nacional.
Em breve, disponibilizaremos aqui o material de Alagoas da Outra Campanha.

A agenda em Maceió, até o momento é:

26/08 - Panfletagem no Centro
15/09 - Debate na Ufal
23/09 - Debate no Vergel




-Outra campanha, para convocar a luta e a organização popular, não para pedir votos, é o trabalho que nos mobiliza para fazer política. Porque a política não é assunto só para especialistas ou representantes. Porque a política é a articulação do povo organizado e a criação de outra estrutura de exercício do poder. Porque os direitos se conquistam na base e na rua.

-Outra campanha para lutar por um programa de emergência que atenda as necessidades do povo e enfrente os problemas sociais mais graves dos brasileiros e brasileiras. Para recuperar a dignidade do que sofre na vida o preço da promessa não cumprida, pois somente a ação direta dos de baixo contra os que oprimem é capaz de fazer JUSTIÇA.

-Outra campanha para construir um povo forte, para organizar os desorganizados, para unir os movimentos populares que lutam, para fazer política com as próprias mãos com independência do governo, do partido e do patrão, pela decisão das assembléias e da luta popular em unidade.

-Outra campanha para dar voz a quem não é deixado falar, para construir participação popular onde o poder faz exclusão, para criar capacidade política pelos lugares de trabalho, estudo, moradia, pela cultura e os meios de comunicação livres e comunitários.

-Outra campanha para construir o poder do povo, o Poder Popular, para acumular forças com democracia de base e tomar a política de volta; arrancando a legitimidade das garras dos corruptos, das oligarquias e dos grupos dominantes do poder.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

1ª Mostra de Documentários: Criar Poder Popular

Nesse domingo, 15/08 às 18h, teremos início a uma mostra de documentários de luta popular. A mostra segue nos dois domingos seguintes, sempre às 18h e na sede da Resistência.

domingo, 1 de agosto de 2010

[Cine Popular] Edição de julho comemorou 1 ano!

A edição de julho do Cine Popular, realizada no dia 29/07 representou o primeiro ano desta atividade organizada pelo comitê comunitário da Resistência. Abaixo um pequeno video com imagens desta última edição do Cine.




Para esse mês de agosto será realizado uma pequena mostra de videos e documentários latino-americanos, nos três últimos domingos do mês. Em breve maiores informações.

[Quilombola] Edição do 2º trimestre


Baixe aqui a última edição do Quilombola

Nesta edição: O projeto privatizante de Organizações Sociais, as enchentes em Alagoas e a poesia de Patativa do Assaré.

terça-feira, 27 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Luto e solidariedade

LUTO E SOLIDARIEDADE – ALAGOAS SOFRE COM CHUVAS E PODER DAS ELITES

Alagoas está de luto pela tragédia que deixou vários mortos e milhares de desabrigados. As chuvas castigaram várias cidades alagoanas e deixou um sentimento de profunda tristeza e desesperança de um povo que já carrega o fardo de uma vida difícil.

Rios como o Mundaú, que nasce em Pernambuco e corta Alagoas encontrando-se com a nossa lagoa de mesmo nome, transbordaram derrubando casas e o sacrifício de uma vida inteira. Quebrangulo, Branquinha, União dos Palmares, Murici e Rio Largo foram algumas das cidades atingidas pelas cheias. Mas a culpa não é da natureza. Catástrofes naturais existem, mas a que vimos só causou tantos danos em razão da realidade social de Alagoas. E sua causa é o completo descaso e corrupção de governantes e dos mesquinhos interesses de oligarquias.

Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, Alagoas não recebeu absolutamente nenhuma verba federal das que são destinadas para prevenção de enchentes. Mas mesmo assim, o que normalmente se assiste é que mesmo quando as verbas federais ou estaduais "chegam" não se vê o resultado. O "olho gordo" de governantes não permitem a aplicação desse dinheiro público, que some para aparecer em suas contas bancárias.

Sabe-se também que as prefeituras alagoanas são verdadeiras máfias, meio fácil de enriquecimento. Prefeitos que ostentam casas, carros e terras em meio a uma realidade de brutal pobreza, onde falta educação, saúde e o mínimo de estrutura nas cidades e comunidades.

Mas aquilo que chega a ser aplicado para "benefício" da população não resolve, mesmo porque tratam os problemas e urgências do povo sem de fato querer resolvê-los. O que interessa é apenas criar o “fato” que possa ser aproveitado para vencer eleições.

E o problema das cheias é maior que um rio que enche por causa de chuvas fortes. A situação de pobreza das cidades e sua população é também de longa data e tem a ver com o poderio econômico e político de oligarquias que mandam e desmandam. As cheias são o resultado do desmatamento de usineiros e fazendeiros e de todas as mudanças ambientais, como no curso dos rios, feitas desordenadamente e para beneficiar o enriquecimento de poucos.

A solidariedade e a força do povo

Tragédias como essa sempre trazem manifestações espontâneas de solidariedade. Outras nem tanto, pois são por puro oportunismo. Mas vários tomam a iniciativa e se colocam a disposição com sinceridade. Muitas vezes, mesmo sem ter muito a "oferecer" quanto à doação de donativos, as pessoas "tiram de onde não tem".

Mas indo além do ato de doar um saco de feijão, um lençol ou uma fralda, coisas muito importantes e que devem ser feitas para atender uma situação de extrema urgência, levantamos a importância da solidariedade ultrapassar o sentimento de "caridade" e se transformar em força coletiva. Ou seja, que a solidariedade se transforme em uma atitude que reforça os laços coletivos do povo para lutar e conquistar direitos e para que, passada as enchentes, não fique a seca de trabalho, terra, educação, moradia, saúde e tantas outras que fazem parte do cotidiano do alagoano.

Texto: Quilombola, Nº5- Trimestre Abril/Maio/Junho