quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Sarau da Resistência



 "Ouvimos cada dia mais alto vozes construindo Vida nas Periferias das cidades. Estas vozes se encontram em vários lugares para celebrar, mas tem um lugar onde elas se jogam e mais soltas, cantam, dançam, recitam e muito mais... Sempre com muita ginga. SARAU é o nome deste lugar. Onde a nossa expressão é nossa e quem decide o que faremos somos nós mesmos.
     
Sendo assim convidamos todas as pessoas a virem para o SARAU DA RESISTÊNCIA  trazer seus sonhos, angústias, alegrias, desejos e nossa fome de viver para juntas confraternizar e alimentar o Poder Popular".

terça-feira, 6 de agosto de 2013

NOTA DE SOLIDARIEDADE DA RESISTÊNCIA POPULAR AOS MORADORES DO BAIRRO SANTA LUCIA

“Já se organizaram em coletivos?
Não esperem mais. Ocupem as terras!(...)
Precisamos criar um mundo novo, diferente do que estamos construindo”

(Buenaventura Durruti)

Apesar de estar assegurado pela Constituição Federal, o direito à moradia é mais um dos direitos sociais que estão sendo violados. Isso se dá por diversos motivos, em destaque: a especulação imobiliária e os lucros que o Estado irá obter com a reintegração de posse, direta ou indiretamente.

Acumulando índices alarmantes, como pior índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, maiores índices de evasão escolar e mortalidade materno-infantil, ainda entra para as estatísticas a questão da moradia, para cerca de 19 mil pessoas ainda existe a falta de um lugar para morar, além daquelas que moram em barracos ou que precisam pagar sem ter ao menos condições mínimas para manter todas suas necessidades de subsistência.

Por isso, nós da Resistência Popular de Alagoas, vimos através deste, manifestar nossa solidariedade à ocupação dos moradores do bairro Santa Lucia nos prédios do INSS, no Centro da capital Maceió. Mais que a revolta e a indignação por terem sido expulsos dos locais onde construíram suas casas, constituíram família, criariam seus filhos e netos, o que existe é a luta pela garantia de um direito humano básico, que é o direito à habitação. 

Acreditamos que é só através da mobilização e empoderamento popular, da luta coletiva construída por quem está sendo submetido às injustiças promovidas pelo grande mercado capitalista e pelo Estado que conquistaremos o que é nosso por direito e caminharemos para uma sociedade livre emancipada, solidária e justa. 

Lutar por um teto em nossas cabeças é muito mais que lutar por uma casa. É lutar por dignidade, por condições humanas de vida, pela garantia de que todas as pessoas devem e tem direito a ter um lugar seguro e seu para morar.

Contra o capitalismo e o Estado que rouba nossas casas e nossa dignidade!
Pelo direito pleno à moradia!
Lutar, criar, poder popular! 
 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

NOTA SOBRE O ATO PELA SEGURANÇA NA UFAL

                                                  



   Por que a Resistência Popular – AL foi contra o Ato pela Segurança que aconteceu na UFAL no dia 23 de maio de 2013? Porque o mesmo aconteceu de maneira atropelada. E por que isso se deu? Porque uma parcela das pessoas que estavam na reunião que o deliberou, mostraram desinteresse em construir uma unidade. Não sabendo ouvir às argumentações dos demais presentes. 

   Uma das argumentações era de fazer uma assembleia no hall da reitoria – para dar visibilidade –, elencar, coletivamente, uma pauta de reivindicações, para, em seguida, entrar no gabinete da reitoria, para ser entregue a pauta e marcar uma reunião. E isso, porque a intenção primeira era centrar fogo em pautas que era sabido que seriam mais fáceis de serem alcançadas. Lembrando, que esta agitação começou, porque quatro cursos (Ciências Sociais, Filosofia, História e Letras) foram mandados para dois blocos que estão em construção nos limites finais da UFAL, favorecendo assim, a insegurança para os estudantes, professores e técnicos. 

    Portanto, seria de fundamental importância formar uma unidade de luta. A assembleia viria neste sentido, pra saber o que, de fato, os estudantes querem, e não tirar das próprias cabeças conclusões do que eles querem. Daí, a real relevância da assembleia para uma coesão do movimento. Conseguindo esta inicial unidade, a pauta se estenderia para algo maior. O problema da segurança não é um problema da UFAL, muito menos, somente das Universidades Federais do Brasil; sequer é um problema só de Maceió, ou do Estado de Alagoas. O problema da segurança abrange toda a nossa sociedade e vem de muito tempo. Logo, não é um ato sem forças que conseguiria solucionar essa problemática. E, é de maneira crescente que, sim, acreditamos ser possível partir para enfrentamentos mais complexos que tangem toda a sociedade.  

   No entanto, a proposta da assembleia foi tratorada para se fazer um tipo de ato nos moldes vanguardistas, que favorecem o propagandeamento das organizações em detrimento do protagonismo da base estudantil como agente reivindicador de suas próprias necessidades, onde o espaço do movimento torna-se palanque para se hastear bandeiras e fazer discursos em nome da entidade e não da base estudantil. Isto é ativismo: lutas pontuais descoladas de um compromisso permanente com as causas do movimento (pois é sabido que o problema da segurança não se resolveria com este tipo de ato). Por isso, nós da Resistência Popular, entendemos a maneira como decorreu a construção e a própria realização do ato como retardadoras ao processo de construção coesa do movimento estudantil na UFAL.
   
   Defendemos uma proposta de atuação direta, feita pelo povo, com o povo e para o povo, coisa que não aconteceu neste ato, pois não tínhamos o respaldo da base. O que foi feito deste, definitivamente não deve ser compreendido como ação direta. 
   
   Ao contrário do que aconteceu, acreditamos que ao menos a mínima unidade entre os quatro cursos deveria ter sido buscada e que o debate necessitava de amadurecimento para sua execução, e assim pudéssemos conquistar os resultados desejados. Então, acreditamos e defendemos a construção de lutas levadas a cabo, verdadeiramente, pela ação direta e que contenham a maturidade necessária ao movimento para que este possa erguer-se de modo a dar respostas que incomodem – diferente do resultado do ato ocorrido – os responsáveis pela situação de insegurança e precariedade a qual estamos postos; e com isto conquistemos, pela força do povo, aquilo que desejamos. 
                                             

                                                    Resistência Popular AL- Comitê estudantil




segunda-feira, 29 de abril de 2013

[Vídeo] Maio nosso Maio

Logo abaixo deixamos incorporada a animação "Maio Nosso Maio", feita com Software Livre e em um processo coletivo, pelos membros do Estúdio Gunga. Segundo eles mesmos, a animação apresenta de forma leve e compromissada uma leitura histórica que resgata o sentido original do Dia dos Trabalhadores.

Dia do trabalhador e da trabalhadora, dia de luta!


O 1° de maio de 1886 entrou para história como símbolo de luta da classe trabalhadora. Uma história pouco divulgada hoje em dia. É comemorado como um feriado em quase todo mundo, mais conhecido como dia do trabalho e não dia do trabalhador, deturpando o seu significado histórico. Naquele ano, ocorreu uma greve geral nos Estados Unidos em que os operários reivindicavam a redução da jornada de trabalho. A greve acontecia com sucesso. A adesão e participação dos trabalhadores eram grandes, mas o governo e os patrões reprimiram fortemente a manifestação. Em conseqüência dos choques ocorridos com a polícia vários trabalhadores foram mortos pela polícia nas ruas e algumas das lideranças foram condenadas à forca. Estes ficaram conhecidos como Mártires de Chicago (cidade dos Estados Unidos onde os fatos aconteceram com maior intensidade).

Por isso, o 1° de maio não pode passar despercebido pela classe trabalhadora, pois esse dia é símbolo de resistência do povo oprimido. Através de lutas como as feitas pelos Mártires de Chicago é que conquistamos alguns direitos. Esses direitos nunca teriam sido dados pelos patrões e governos por boa vontade. Só conquistamos porque lutamos. Infelizmente ainda vivemos em um mundo injusto, onde existe uma maioria que trabalha e sustenta uma minoria que explora.

Atualmente, em sua maioria, o movimento sindical está burocratizado, pois está longe das bases e cada vez mais cooptado pelos governos e o próprio Estado. Nossa luta deve ser a de pressionar governos e patrões e não de colaborar com eles. Por isso, apostamos na necessidade de construirmos um movimento a partir dos locais de trabalho com o protagonismo direto do trabalhador. Sem o envolvimento da classe, não conseguimos lutar por novos direitos e garantir que os já conquistados não sejam retirados.

Contra as medidas dos governos e de toda a classe patronal que eles sempre representaram somente a organização do povo pode impedir o ataque a nossos direitos, bem como lutar pela ampliação deles. Porém, entendemos que toda luta por uma necessidade imediata deve ser também uma luta por uma nova sociedade.

quarta-feira, 13 de março de 2013

[Sindical] Saúde do Trabalhador

O Comitê Sindical da Resistência Popular lança mais uma vez o debate sobre a Saúde do Trabalhador. Este ano, o Resistência Sindical traz dados sobre os pedidos de afastamentos dos trabalhadores no Brasil e em Alagoas, advindos do intenso ritmo de trabalho para o cumprimento de prazos e metas em real benefício dos patrões. Além disso, discute sobre condições que levam o trabalhador a adoecer, comprometendo a sua vida frente a contratações precárias, temporárias e terceirizações.

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O INFORMATIVO SINDICAL MARÇO/2013

Entendendo que somente os trabalhadores podem pensar numa perspectiva de trabalho que respeite a sua integridade física e mental, convidamos a todos e a todas para debatermos a Saúde do Trabalhador e a luta por melhores condições de trabalho!