sábado, 25 de julho de 2009

[QUILOMBOLA] Trimestre jul/set


QUILOMBOLA
Periódico Popular, Vergel (Maceió - AL)
Trimestre julho/agosto/setembro de 2009

Nesta edição:

SAÚDE PÚBLICA: EIS O CAOS! - pg. 2 e 3
-Saúde Pública: eis o caos!
-Mas... e o SUS?
-O abandono na Mundaú é reflexo da situação...
-...a falta de saneamento e de coleta de lixo também!

CULTURA - pg. 4
-Entrevista com membro de Bumba meu-boi


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segunda-feira, 20 de julho de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

[Estudantil] REUNI: Tá vendo aí?

Imagem: NICO CARICATURAS

Em dezembro de 2007 foi aprovado o REUNI, que em primeira instância seria utilizado para aperfeiçoar a estrutura interna e externa dos cursos e, consequentemente, trazer melhorias no ensino e na qualificação profissional.

Tudo isso não passou de um conto de fadas que, contado pela reitora e pelo presidente Lula, logo se tornou um pesadelo para todos os estudantes, os maiores prejudicados com essa ação inconseqüente.

O cenário está formado: aumento significativo do número de vagas sem estrutura física, recursos destinados à assistência estudantil ou número de professores suficiente, acarretando superlotação e chegando até a falta de salas de aula; assim, os professores se sobrecarregam inviabilizando o tripé universitário "ensino, pesquisa e extensão".

Mas do que conhecer os problemas causados pela aprovação e implementação do REUNI, é necessário mostrar resistência perante coordenações e maiores instâncias quanto à apresentação de medidas paliativas e respostas insatisfatórias às dificuldades enfrentadas pelos estudantes da UFAL. Precisamos colocar nossas caras, nossas vozes e nossas propostas à mostra, construindo juntos a universidade que queremos!

- Resistência Popular -
- Maceió, abril de 2009 -

sábado, 18 de abril de 2009

[QUILOMBOLA] Saiu o primeiro número do periódico!


QUILOMBOLA
Periódico Popular, Vergel (Maceió - AL)
Trimestre abril/maio/junho de 2009

Nesta edição:

REVITALIZAÇÃO DA LAGOA MUNDAÚ - pg. 2, 3 e 4
-Os verdadeiros responsáveis pela destruição da lagoa
-A mentira típica dos governantes e poderosos
-Orla lagunar sem revitalização
-Sururu fresco até quando?!?!

A OUTRA CAMPANHA NO VERGEL
as urgências de um bairro de periferia - pg. 4

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sexta-feira, 6 de março de 2009

[8 de Março] Lugar de mulher é na luta!

COM PROTAGONISMO E BRAVURA
LUGAR DE MULHER É NA LUTA!

O dia internacional da mulher, o 8 de março, é uma data fruto não só da opressão sofrida pelas mulheres por uma sociedade patriarcal e machista, mas especialmente por conta daquelas que ousaram se levantar e lutar pelo seu lugar enquanto ser livre.

Hoje, a data tornou-se banalizada por parte da sociedade em apenas gestos afetivos e comemorativos, sendo colocada de lado a história de luta e reivindicações. Ficou para a mulher a imagem da delicadeza e da fraqueza (o "sexo frágil"). De consequência, ela foi considerada "incapaz" para pensar e refletir, inclusive, sobre suas próprias vidas e corpos.

Por isso, a participação da mulher na sociedade é marcada pela submissão, onde ser mulher é apenas ser mãe. Onde ser mulher é ser dona-de-casa. E cruel como é o capitalismo, ela também foi obrigada a trabalhar fora de casa, conseguir emprego para completar a renda da família, fazendo assim uma "jornada dupla de trabalho". E não por acaso, "fora de casa" seu trabalho continua valendo menos em relação ao do homem.

Mas quem está na luta não cansa e as guerreiras continuam a lutar. O 8 de março também expandiu a luta das mulheres, trabalhadoras e gente do povo, reinventando a vida e dando esperança de que é possível construir uma sociedade onde sensibilidade não signifique submissão, mas sim o reconhecimento de nossa igualdade de direitos e a realização de nossa liberdade.

Resistência Popular - AL

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

[ELAOPA] Unir o disperso, fazer continental a luta

O VII Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas (ELAOPA) ocorre esse ano em Buenos Aires (ARG) entre os dias 27 de fevereiro e 1 de Março. Abaixo um pouco da perspectiva que toma o ELAOPA para a contrução e fortalecimento das lutas na América Latina.

IDÉIAS FORÇA PARA A CONSTRUÇÃO DE PODER POPULAR

Horizontalidade: Sobre a base da igualdade na discussão e a tomada de decisão.

Democracia direta e federalismo: Participação direta na resolução dos problemas que lhe afetam diretamente sem intermediários nem cúpulas dirigentes. Tomando o federalismo como estrutura de funcionamento de baixo para cima e não de cima para baixo.

Autogestão: Não reduzido ao autofinanciamento das lutas, senão que a construção de alternativas que representem modelos reais da sociedade que se quer construir.

Ação direta: Como gestão direta dos próprios envolvidos nos assuntos que a eles mesmos lhes afetam em defesa de seus próprios interesses, incorporando também na ação direta a autodefesa do povo frente a suas conquistas.

Independência de classe e autonomia: Independência frente ao inimigo de classe e autonomia a respeito dos partidos políticos, igreja, estados e ONGs.

Antagonismo de classe: Apontar a uma identidade antagônica a classe dominante, recompondo uma cultura contraposta a esta.

Apoio mútuo: Potencialização de valores como solidariedade, fraternidade, companheirismo.

Compromisso militante: Disciplina e responsabilidade política.

EIXOS PROGRAMÁTICOS DE PODER POPULAR

Organizar o desorganizado: Criando âmbitos de participação para os setores que tem sido marginalizados dos meios de produção e que não contam com as ferramentas de articulação.

Unir o disperso: Para reverter a dispersão e fragmentação de nosso povo em busca de formas de articular as forças da classe. Esta articulação deve responder a reversão da fragmentação e dispersão, desenvolvendo uma dimensão territorial na construção de poder popular. A territorialidade se apresenta então como um novo conceito político para articular o poder da classe, já que no território estão todos os setores do movimento popular, mas que não invalida as lutas setoriais por reivindicações históricas. Unificar as lutas deve ser um objetivo permanente.

Dar a luta ideológica: Para criar subjetividade de classe, ou seja, nos reconhecer como classe oprimida. Vemos a importância da formação como uma maneira de construir coletivamente e de modo consciente desde baixo. Criar a subjetividade do povo é necessário para superar as atuais estruturas de pensamento restabelecendo os valores antagônicos ao estabelecido.

Reconstruir os laços sociais: Recobrando os valores de solidariedade para romper com o individualismo e a decomposição social, construindo esperança em mudar, que não tem que ver com esperar senão com o que se pode.

Fazer continental a luta: Apontar a aliança entre os povos e ao reconhecimento dos povos originários como parte da construção de um projeto regional sobre a base do princípio internacionalista, desde um antimperialismo com perspectiva socialista integrado a luta de classes.

Reconstruir a memória histórica: Dando respostas ao problema da impunidade e recobrando as lutas históricas e os caídos de nosso povo.

Responder contra a criminalização das lutas: Ao instalar-se e avançar a política de criminalização do protesto e judicialização das lutas, relacionando todos os casos e denunciando como parte de uma política que avança no continente.

(Texto: V ELAOPA, Chile 2007)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

[Pescadores] Dia de Luta! Ato público!

TERRA, ÁGUA E PEIXE PARA O POVO!

O dia 22 de novembro é lembrado em todo Brasil como o Dia Nacional de Luta do Pescador e da Pescadora. Porém, todos os nossos dias são dias de luta! Lutando para nos organizar e nos organizando para lutar.

Neste ano de 2008, levantamos em Alagoas a nossa bandeira com o tema: “TERRA, ÁGUA E PEIXE PARA O POVO”. Pois, todos os dias, trabalhadores morrem na luta por moradia e por um pedaço de chão para plantar; todos os dias sofremos com a poluição das nossas águas (colocamos em evidência, as lagoas Mundaú, Manguaba e Roteiro) e com o projeto de transposição do Rio São Francisco (o Velho Chico nos pede socorro!); todos os dias enfrentamos as dificuldades nas ocupações de terrenos da Marinha; todos os dias somos atingidos pela degradação ambiental que, além de tirar o peixe do povo, ameaça as nossas próprias vidas, pois também fazemos parte do Meio Ambiente.

Sendo assim, essa luta não é apenas dos pescadores e pescadoras, é de todos os trabalhadores! Todos aqueles que lutam por terra para plantar, por moradia, boas condições de trabalho, educação pública de qualidade, etc. Temos que formar juntos uma grande rede para pescar justiça, dignidade, solidariedade dos demais trabalhadores e tudo aquilo que temos direito!

LUTAR PARA CONQUISTAR SAÚDE E SOBERANIA!
JOGAR A REDE PARA PESCAR DIREITOS E DIGNIDADE!


ATO PÚBLICO - 24 DE SETEMBRO
Concentração às 8:30h no campo do Júlio (Dique Estrada)
Encerramento: Monumento do Milênio
-apresentações culturais no início e no fim-