terça-feira, 26 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
[ELAOPA] Convocatória
Convocatória, VIII Elaopa - Uruguai
Nos próximos 13, 14 e 15 de fevereiro nos reuniremos na colônia de férias do Sindicato de Artes Gráficas (Lagomar) para levar a cabo o VIII Encontro Latinoamericano de Organizações Populares Autônomas.
Este encontro surge no ano de 2003 como espaço alternativo ao Fórum Social Mundial, sendo alheio a ingerência de partidos políticos, ONG’s, distante de discursos intelectuais e institucionais que diferem de nossa realidade e das intenções de nossas organizações. Pretende, então, aglutinar, encontrar e articular a luta das organizações populares. Ao ser os próprios atores quem realizam as análises desde suas necessidades, realidades, intenções e anseios, exige uma maior significação e compreensão da real situação e dos distintos problemas e experiências de luta e resistência de nosso continente. Sendo o caminho a luta popular, com independência de classe, inserida em seu meio e desde a sua realidade, é que buscamos a maior participação das organizações que se sentem identificadas com estes princípios.
É assim que em relação a isto se desenvolveu os encontros no Brasil (2003), Bolívia (2004), Argentina (2005), Uruguai (2006), Chile (2007), Brasil (2008) e Argentina (2009). Participando, neles, as organizações das mais diversas atividades: agrupações sindicais, sindicatos, coletivos culturais, muralistas, grupos de teatro, movimentos piqueteros, coletivos feministas e de luta por igualdade de gênero, classificadores de resíduos, ateneos, centros sociais, organizações camponesas, ecologistas, coletivos de defesa dos direitos humanos, recursos naturais, entidades estudantis.
Dois eixos importantes, que estiveram sempre presentes em nossos encontros foram a construção do poder popular e a organização da América para a resistência ao saque opressão capitalista.
O primeiro deles se dedica a construção de um poder dos de baixo, dos oprimidos desta terra, um poder popular que goze de autonomia, liberdade, por fora dos burocratismos, discriminações e segregações para com os pobres do mundo. Pensamos, criamos e recriamos mecanismos que nos permitam tomar nossas posturas e resoluções, nos manifestarmos livremente, nos solidarizarmos com os companheiros agredidos, tudo isso sabedores do sistema em que vivemos e somos parte, tudo isso em conhecimento de nossas próprias limitações e com a consciência clara que este poder popular será a ação prática do mundo novo que levamos em nossos corações, essa mulher e homem novo.
O segundo dos grandes eixos tem a ver com as realidades cotidianas, com nossos mecanismos de luta e resistência contra o saque, contra a dominação deste sistema. Desde aí identificamos os pontos em comum com nossas lutas e reivindicações, buscamos nos organizarmos e nos apoiarmos mutuamente, buscar a forma de aglutinar as lutas americanas em só punho. Não pensamos jamais em ser alheios a mais de 500 anos de saque, massacre, a que viemos sendo submetidos como americanos.
Acreditamos firmemente que através da coordenação e articulação é possível fortalecer a construção de poder popular, uma construção com participação de todas e todos, mantendo a autonomia frente a partidos políticos, o estado e seus governos, ONG e empresas, e todos aqueles que nos digam que fazer com estruturas autoritárias e alheias de nossa realidade.
É por isso que para este oitavo encontro propusemos discutir os seguinte eixos:
*Organizações sociais e construção de poder popular:resistência popular.
*Articulação de luta popular desde as realidades da América.
*Planos do capitalismo para o saque e a opressão na América Latina:IIRSA.
O encontro se está organizando desde que começou o ano, sendo este momento que lhes enviamos este convite para participação na organização das discussões do mesmo. Em conseqüência com o anteriormente exposto é que acreditamos necessário que as frentes de luta que identificamos para Uruguai e América devem encontrar-se e debater, intercambiar, por isso o convite também é para participar da elaboração dos materiais e documentos, para contribuir a discussão.
As frentes propostas são as seguinte (não é uma lista fechada):
*Direitos Humanos,
*Educação,
*Terra e recursos naturais,
*Sindical,
*Comunitário,
*Comunicação e cultura.
É claro que ao tratar-se de uma lista de comissões de discussão que não está fechada, se podem propor novas frentes e oficinas a realizar.
Vemos o encontro como uma ferramenta para articular e consolidar a luta de caráter continental, sem institucionalismos governamentais, sem ONG’s, sem partidos, com independência de classe e luta popular.
Esperamos contar com sua presença.
Arriba los que lucha!!
Comissão de Organização do Oitavo ELAOPA.
www.elaopa.org
octavoelaopa@gmail.com
Nos próximos 13, 14 e 15 de fevereiro nos reuniremos na colônia de férias do Sindicato de Artes Gráficas (Lagomar) para levar a cabo o VIII Encontro Latinoamericano de Organizações Populares Autônomas.
Este encontro surge no ano de 2003 como espaço alternativo ao Fórum Social Mundial, sendo alheio a ingerência de partidos políticos, ONG’s, distante de discursos intelectuais e institucionais que diferem de nossa realidade e das intenções de nossas organizações. Pretende, então, aglutinar, encontrar e articular a luta das organizações populares. Ao ser os próprios atores quem realizam as análises desde suas necessidades, realidades, intenções e anseios, exige uma maior significação e compreensão da real situação e dos distintos problemas e experiências de luta e resistência de nosso continente. Sendo o caminho a luta popular, com independência de classe, inserida em seu meio e desde a sua realidade, é que buscamos a maior participação das organizações que se sentem identificadas com estes princípios.
É assim que em relação a isto se desenvolveu os encontros no Brasil (2003), Bolívia (2004), Argentina (2005), Uruguai (2006), Chile (2007), Brasil (2008) e Argentina (2009). Participando, neles, as organizações das mais diversas atividades: agrupações sindicais, sindicatos, coletivos culturais, muralistas, grupos de teatro, movimentos piqueteros, coletivos feministas e de luta por igualdade de gênero, classificadores de resíduos, ateneos, centros sociais, organizações camponesas, ecologistas, coletivos de defesa dos direitos humanos, recursos naturais, entidades estudantis.
Dois eixos importantes, que estiveram sempre presentes em nossos encontros foram a construção do poder popular e a organização da América para a resistência ao saque opressão capitalista.
O primeiro deles se dedica a construção de um poder dos de baixo, dos oprimidos desta terra, um poder popular que goze de autonomia, liberdade, por fora dos burocratismos, discriminações e segregações para com os pobres do mundo. Pensamos, criamos e recriamos mecanismos que nos permitam tomar nossas posturas e resoluções, nos manifestarmos livremente, nos solidarizarmos com os companheiros agredidos, tudo isso sabedores do sistema em que vivemos e somos parte, tudo isso em conhecimento de nossas próprias limitações e com a consciência clara que este poder popular será a ação prática do mundo novo que levamos em nossos corações, essa mulher e homem novo.
O segundo dos grandes eixos tem a ver com as realidades cotidianas, com nossos mecanismos de luta e resistência contra o saque, contra a dominação deste sistema. Desde aí identificamos os pontos em comum com nossas lutas e reivindicações, buscamos nos organizarmos e nos apoiarmos mutuamente, buscar a forma de aglutinar as lutas americanas em só punho. Não pensamos jamais em ser alheios a mais de 500 anos de saque, massacre, a que viemos sendo submetidos como americanos.
Acreditamos firmemente que através da coordenação e articulação é possível fortalecer a construção de poder popular, uma construção com participação de todas e todos, mantendo a autonomia frente a partidos políticos, o estado e seus governos, ONG e empresas, e todos aqueles que nos digam que fazer com estruturas autoritárias e alheias de nossa realidade.
É por isso que para este oitavo encontro propusemos discutir os seguinte eixos:
*Organizações sociais e construção de poder popular:resistência popular.
*Articulação de luta popular desde as realidades da América.
*Planos do capitalismo para o saque e a opressão na América Latina:IIRSA.
O encontro se está organizando desde que começou o ano, sendo este momento que lhes enviamos este convite para participação na organização das discussões do mesmo. Em conseqüência com o anteriormente exposto é que acreditamos necessário que as frentes de luta que identificamos para Uruguai e América devem encontrar-se e debater, intercambiar, por isso o convite também é para participar da elaboração dos materiais e documentos, para contribuir a discussão.
As frentes propostas são as seguinte (não é uma lista fechada):
*Direitos Humanos,
*Educação,
*Terra e recursos naturais,
*Sindical,
*Comunitário,
*Comunicação e cultura.
É claro que ao tratar-se de uma lista de comissões de discussão que não está fechada, se podem propor novas frentes e oficinas a realizar.
Vemos o encontro como uma ferramenta para articular e consolidar a luta de caráter continental, sem institucionalismos governamentais, sem ONG’s, sem partidos, com independência de classe e luta popular.
Esperamos contar com sua presença.
Arriba los que lucha!!
Comissão de Organização do Oitavo ELAOPA.
www.elaopa.org
octavoelaopa@gmail.com
sábado, 12 de dezembro de 2009
[CinePopular] A Revolta do Buzu

Nesse mês de dezembro o Cine Popular vai passar o documentário de Carlos Pronzato, A Revolta do Buzu. Trata-se de uma cobertura das manifestações contra o aumento das passagens de ônibus na cidade de Salvador(BA).
Ocorridas em 2003, esta luta tornou-se referência pelas grandes proporções que tomou, provocando uma generalização da luta que ocorria simultaneamente por diversas ruas da cidade de Salvador.
Após o video, como já de costume, teremos um debate a respeito de transporte público e coletivo.
Ocorridas em 2003, esta luta tornou-se referência pelas grandes proporções que tomou, provocando uma generalização da luta que ocorria simultaneamente por diversas ruas da cidade de Salvador.
Após o video, como já de costume, teremos um debate a respeito de transporte público e coletivo.
sábado, 28 de novembro de 2009
Galeria Virtual de Fotos
Agora você pode acompanhar nossas atividades através da nossa Galeria Virtual de Fotos !
Galeria de Fotos RP - AL - CLIQUE AQUI!!!
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Caravana Popular em Defesa do SUS
Caravana Popular em Defesa do SUS
A Caravana Popular em Defesa do SUS, ocorrida ontem dia 29 de outubro foi uma atividade que movimentou toda a vontade de estudantes, professores e trabalhadores da saúde, dizer "não" ao processo de privatização que em Alagoas ainda dá sinais de ocorrer.
A Caravana Popular foi organizada pelos movimentos sociais através do Fórum em Defesa do SUS e Contra a Privatização e mostrou que a luta e mobilizações é uma forma bem eficaz de resistência ao processo de privatização da saúde ( que aqui no estado de Alagoas aponta através da transformação de todo o complexo hospitalar de Alagoas [HGE, Maternidade Sta. Mônica, Hospital de Doenças Tropicais Dr. Hélvio Auto e Hospital Portugal Ramalho] em Organização Social de Saúde [OSS], uma proposta da atual gestão da saúde estadual, através do Secretário Saúde Herbert Mota, que apresentou aos deputados estaduais um projeto para a gestão de OSS no estado).
A passeata saiu do estacionamento da Secretaria de Estado da Saúde e foi em passeata com palavras de ordem, tal como: "A Caravana é Popular, tem que defender o SUS, pra não privatizar" e músicas com a banda Bate LAta Roda Viva da Pitanguinha em um coro forte e vibrante até o Centro de Exposições no Jaraguá e de forma organizada ocupou a Caravana em Defesa do SUS coordenada pelo CNS/CES no Centro de Convenções no mesmo dia.
Click aqui e vejo o vídeo:
Protesto pede a permanência do SUS na gestão pública
Fonte: Fórum em defesa do SUS - forumsus.blogspot.com
A Caravana Popular em Defesa do SUS, ocorrida ontem dia 29 de outubro foi uma atividade que movimentou toda a vontade de estudantes, professores e trabalhadores da saúde, dizer "não" ao processo de privatização que em Alagoas ainda dá sinais de ocorrer.
A Caravana Popular foi organizada pelos movimentos sociais através do Fórum em Defesa do SUS e Contra a Privatização e mostrou que a luta e mobilizações é uma forma bem eficaz de resistência ao processo de privatização da saúde ( que aqui no estado de Alagoas aponta através da transformação de todo o complexo hospitalar de Alagoas [HGE, Maternidade Sta. Mônica, Hospital de Doenças Tropicais Dr. Hélvio Auto e Hospital Portugal Ramalho] em Organização Social de Saúde [OSS], uma proposta da atual gestão da saúde estadual, através do Secretário Saúde Herbert Mota, que apresentou aos deputados estaduais um projeto para a gestão de OSS no estado).
A passeata saiu do estacionamento da Secretaria de Estado da Saúde e foi em passeata com palavras de ordem, tal como: "A Caravana é Popular, tem que defender o SUS, pra não privatizar" e músicas com a banda Bate LAta Roda Viva da Pitanguinha em um coro forte e vibrante até o Centro de Exposições no Jaraguá e de forma organizada ocupou a Caravana em Defesa do SUS coordenada pelo CNS/CES no Centro de Convenções no mesmo dia.
Click aqui e vejo o vídeo:
Protesto pede a permanência do SUS na gestão pública
Fonte: Fórum em defesa do SUS - forumsus.blogspot.com
Resistência e luta contra a privatização do SUS
RESISTÊNCIA E LUTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SUS
A crise da saúde que vivenciamos hoje não é algo novo. Na verdade, ela é a culminância de um processo que vêm ocorrendo há um bom tempo. Desde que os movimentos de trabalhadores da saúde, usuários, setores da academia, etc. conseguiram a aprovação do Sistema Único de Saúde (SUS) na constituição de 1988, os governantes e grandes empresários do setor vêm tentando minar esse projeto.
Logo quando o SUS foi colocado em prática, no primeiro ano do governo Collor (1990), o orçamento para saúde teve uma drástica redução, o que dificultou a implantação do sistema que visava ampliar para toda população serviços de saúde regidos pela universalidade, equidade e integralidade. Os governos seguintes continuaram sendo regidos pela lógica neoliberal, que se orienta pelo desmonte dos direitos sociais e pela redução do Estado frente à expansão da iniciativa privada. Essa lógica de governo privilegia o mercado e o lucro em detrimento das reais necessidades da população.
O Brasil gasta muito menos com a saúde da população do que outros países em mesmo nível de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, direciona boa parte do orçamento público para as dívidas internas e externas. Dívidas estas que não foram contraídas pela população e que favorecem os grandes banqueiros nacionais e internacionais.<
Vemos constantemente emergências lotadas, filas intermináveis para conseguir exames e consultas, medicamentos em falta, profissionais mal-remunerados e sem uma carreira pública assegurada. E ao invés de apresentar propostas que visem à superação desses problemas presentes no sistema público, os governantes nos colocam as suas propostas privatizantes como saídas para a população.
Propostas como as Organizações Sociais da Saúde e as Fundações Estatais de Direito Privado favorecem a iniciativa privada e fazem com que a saúde seja regida pela lógica do mercado e não pelas necessidades da população. Além disso, os trabalhadores de saúde são precarizados, na medida em que essa lógica prevê o fim da estabilidade pública e a terceirização de serviços.
Os fatos são colocados de forma a parecer que não há outras soluções, mas sabemos que os movimentos sociais reivindicam outras saídas. É o caso da emenda constitucional 29, que se fosse regulamentada pelo congresso como previsto, teríamos um aporte de recursos bem maior, que obrigaria as três esferas de governo a colaborar com percentuais mínimos e reajustar os valores pelo PIB, sempre pra cima.
Os trabalhadores de saúde têm papel fundamental na luta por uma saúde melhor. Sabemos que os direitos sociais que beneficiam a população só foram conquistados com muita luta. Recebemos pouco, não temos Plano de Cargos e Carreira, vivemos em condições precárias de trabalho e estamos na ponta do sistema. Sofremos a dureza de ter que dar conta do atendimento aos usuários do SUS sem condições de fazer aquilo que historicamente sempre foi reivindicado.
Nosso embate com os patrões e governos deve ser no sentido de garantirmos os direitos conquistados e ampliarmos aqueles que necessitamos. Nossa luta tem que partir do local e trabalho, algo que supere o corporativismo das diversas categorias e que passemos a nos encarar como trabalhadores da saúde. A aliança com os usuários é fundamental, pois somente esses setores podem garantir as mudanças necessárias, que não virão como favor, mas com muita luta.
A crise da saúde que vivenciamos hoje não é algo novo. Na verdade, ela é a culminância de um processo que vêm ocorrendo há um bom tempo. Desde que os movimentos de trabalhadores da saúde, usuários, setores da academia, etc. conseguiram a aprovação do Sistema Único de Saúde (SUS) na constituição de 1988, os governantes e grandes empresários do setor vêm tentando minar esse projeto.
Logo quando o SUS foi colocado em prática, no primeiro ano do governo Collor (1990), o orçamento para saúde teve uma drástica redução, o que dificultou a implantação do sistema que visava ampliar para toda população serviços de saúde regidos pela universalidade, equidade e integralidade. Os governos seguintes continuaram sendo regidos pela lógica neoliberal, que se orienta pelo desmonte dos direitos sociais e pela redução do Estado frente à expansão da iniciativa privada. Essa lógica de governo privilegia o mercado e o lucro em detrimento das reais necessidades da população.
O Brasil gasta muito menos com a saúde da população do que outros países em mesmo nível de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, direciona boa parte do orçamento público para as dívidas internas e externas. Dívidas estas que não foram contraídas pela população e que favorecem os grandes banqueiros nacionais e internacionais.<
Vemos constantemente emergências lotadas, filas intermináveis para conseguir exames e consultas, medicamentos em falta, profissionais mal-remunerados e sem uma carreira pública assegurada. E ao invés de apresentar propostas que visem à superação desses problemas presentes no sistema público, os governantes nos colocam as suas propostas privatizantes como saídas para a população.
Propostas como as Organizações Sociais da Saúde e as Fundações Estatais de Direito Privado favorecem a iniciativa privada e fazem com que a saúde seja regida pela lógica do mercado e não pelas necessidades da população. Além disso, os trabalhadores de saúde são precarizados, na medida em que essa lógica prevê o fim da estabilidade pública e a terceirização de serviços.
Os fatos são colocados de forma a parecer que não há outras soluções, mas sabemos que os movimentos sociais reivindicam outras saídas. É o caso da emenda constitucional 29, que se fosse regulamentada pelo congresso como previsto, teríamos um aporte de recursos bem maior, que obrigaria as três esferas de governo a colaborar com percentuais mínimos e reajustar os valores pelo PIB, sempre pra cima.
Os trabalhadores de saúde têm papel fundamental na luta por uma saúde melhor. Sabemos que os direitos sociais que beneficiam a população só foram conquistados com muita luta. Recebemos pouco, não temos Plano de Cargos e Carreira, vivemos em condições precárias de trabalho e estamos na ponta do sistema. Sofremos a dureza de ter que dar conta do atendimento aos usuários do SUS sem condições de fazer aquilo que historicamente sempre foi reivindicado.
Nosso embate com os patrões e governos deve ser no sentido de garantirmos os direitos conquistados e ampliarmos aqueles que necessitamos. Nossa luta tem que partir do local e trabalho, algo que supere o corporativismo das diversas categorias e que passemos a nos encarar como trabalhadores da saúde. A aliança com os usuários é fundamental, pois somente esses setores podem garantir as mudanças necessárias, que não virão como favor, mas com muita luta.
Coletivo de Trabalhadores da Saúde – Resistência Popular
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