quinta-feira, 30 de maio de 2013

NOTA SOBRE O ATO PELA SEGURANÇA NA UFAL

                                                  



   Por que a Resistência Popular – AL foi contra o Ato pela Segurança que aconteceu na UFAL no dia 23 de maio de 2013? Porque o mesmo aconteceu de maneira atropelada. E por que isso se deu? Porque uma parcela das pessoas que estavam na reunião que o deliberou, mostraram desinteresse em construir uma unidade. Não sabendo ouvir às argumentações dos demais presentes. 

   Uma das argumentações era de fazer uma assembleia no hall da reitoria – para dar visibilidade –, elencar, coletivamente, uma pauta de reivindicações, para, em seguida, entrar no gabinete da reitoria, para ser entregue a pauta e marcar uma reunião. E isso, porque a intenção primeira era centrar fogo em pautas que era sabido que seriam mais fáceis de serem alcançadas. Lembrando, que esta agitação começou, porque quatro cursos (Ciências Sociais, Filosofia, História e Letras) foram mandados para dois blocos que estão em construção nos limites finais da UFAL, favorecendo assim, a insegurança para os estudantes, professores e técnicos. 

    Portanto, seria de fundamental importância formar uma unidade de luta. A assembleia viria neste sentido, pra saber o que, de fato, os estudantes querem, e não tirar das próprias cabeças conclusões do que eles querem. Daí, a real relevância da assembleia para uma coesão do movimento. Conseguindo esta inicial unidade, a pauta se estenderia para algo maior. O problema da segurança não é um problema da UFAL, muito menos, somente das Universidades Federais do Brasil; sequer é um problema só de Maceió, ou do Estado de Alagoas. O problema da segurança abrange toda a nossa sociedade e vem de muito tempo. Logo, não é um ato sem forças que conseguiria solucionar essa problemática. E, é de maneira crescente que, sim, acreditamos ser possível partir para enfrentamentos mais complexos que tangem toda a sociedade.  

   No entanto, a proposta da assembleia foi tratorada para se fazer um tipo de ato nos moldes vanguardistas, que favorecem o propagandeamento das organizações em detrimento do protagonismo da base estudantil como agente reivindicador de suas próprias necessidades, onde o espaço do movimento torna-se palanque para se hastear bandeiras e fazer discursos em nome da entidade e não da base estudantil. Isto é ativismo: lutas pontuais descoladas de um compromisso permanente com as causas do movimento (pois é sabido que o problema da segurança não se resolveria com este tipo de ato). Por isso, nós da Resistência Popular, entendemos a maneira como decorreu a construção e a própria realização do ato como retardadoras ao processo de construção coesa do movimento estudantil na UFAL.
   
   Defendemos uma proposta de atuação direta, feita pelo povo, com o povo e para o povo, coisa que não aconteceu neste ato, pois não tínhamos o respaldo da base. O que foi feito deste, definitivamente não deve ser compreendido como ação direta. 
   
   Ao contrário do que aconteceu, acreditamos que ao menos a mínima unidade entre os quatro cursos deveria ter sido buscada e que o debate necessitava de amadurecimento para sua execução, e assim pudéssemos conquistar os resultados desejados. Então, acreditamos e defendemos a construção de lutas levadas a cabo, verdadeiramente, pela ação direta e que contenham a maturidade necessária ao movimento para que este possa erguer-se de modo a dar respostas que incomodem – diferente do resultado do ato ocorrido – os responsáveis pela situação de insegurança e precariedade a qual estamos postos; e com isto conquistemos, pela força do povo, aquilo que desejamos. 
                                             

                                                    Resistência Popular AL- Comitê estudantil




segunda-feira, 29 de abril de 2013

[Vídeo] Maio nosso Maio

Logo abaixo deixamos incorporada a animação "Maio Nosso Maio", feita com Software Livre e em um processo coletivo, pelos membros do Estúdio Gunga. Segundo eles mesmos, a animação apresenta de forma leve e compromissada uma leitura histórica que resgata o sentido original do Dia dos Trabalhadores.

Dia do trabalhador e da trabalhadora, dia de luta!


O 1° de maio de 1886 entrou para história como símbolo de luta da classe trabalhadora. Uma história pouco divulgada hoje em dia. É comemorado como um feriado em quase todo mundo, mais conhecido como dia do trabalho e não dia do trabalhador, deturpando o seu significado histórico. Naquele ano, ocorreu uma greve geral nos Estados Unidos em que os operários reivindicavam a redução da jornada de trabalho. A greve acontecia com sucesso. A adesão e participação dos trabalhadores eram grandes, mas o governo e os patrões reprimiram fortemente a manifestação. Em conseqüência dos choques ocorridos com a polícia vários trabalhadores foram mortos pela polícia nas ruas e algumas das lideranças foram condenadas à forca. Estes ficaram conhecidos como Mártires de Chicago (cidade dos Estados Unidos onde os fatos aconteceram com maior intensidade).

Por isso, o 1° de maio não pode passar despercebido pela classe trabalhadora, pois esse dia é símbolo de resistência do povo oprimido. Através de lutas como as feitas pelos Mártires de Chicago é que conquistamos alguns direitos. Esses direitos nunca teriam sido dados pelos patrões e governos por boa vontade. Só conquistamos porque lutamos. Infelizmente ainda vivemos em um mundo injusto, onde existe uma maioria que trabalha e sustenta uma minoria que explora.

Atualmente, em sua maioria, o movimento sindical está burocratizado, pois está longe das bases e cada vez mais cooptado pelos governos e o próprio Estado. Nossa luta deve ser a de pressionar governos e patrões e não de colaborar com eles. Por isso, apostamos na necessidade de construirmos um movimento a partir dos locais de trabalho com o protagonismo direto do trabalhador. Sem o envolvimento da classe, não conseguimos lutar por novos direitos e garantir que os já conquistados não sejam retirados.

Contra as medidas dos governos e de toda a classe patronal que eles sempre representaram somente a organização do povo pode impedir o ataque a nossos direitos, bem como lutar pela ampliação deles. Porém, entendemos que toda luta por uma necessidade imediata deve ser também uma luta por uma nova sociedade.

quarta-feira, 13 de março de 2013

[Sindical] Saúde do Trabalhador

O Comitê Sindical da Resistência Popular lança mais uma vez o debate sobre a Saúde do Trabalhador. Este ano, o Resistência Sindical traz dados sobre os pedidos de afastamentos dos trabalhadores no Brasil e em Alagoas, advindos do intenso ritmo de trabalho para o cumprimento de prazos e metas em real benefício dos patrões. Além disso, discute sobre condições que levam o trabalhador a adoecer, comprometendo a sua vida frente a contratações precárias, temporárias e terceirizações.

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O INFORMATIVO SINDICAL MARÇO/2013

Entendendo que somente os trabalhadores podem pensar numa perspectiva de trabalho que respeite a sua integridade física e mental, convidamos a todos e a todas para debatermos a Saúde do Trabalhador e a luta por melhores condições de trabalho!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Toda solidaridedade aos presos políticos de Bariloche!


PRESOS POR LUTAR, A LUTA OS LIBERTARÁ!


Solidariedade aos presos políticos de Bariloche na Argentina!




Nós Organizações reunidas no 10º Encontro Latino Americano de Organizações Populares e Autônomas, realizado nos dias 25, 26 e 27 de janeiro de 2013 no município de Viamão, realizamos este Ato Público em Solidariedade a uma dezena de lutadores sociais argentinos do Movimento Social e Cooperativo 1º de Maio, presos pelo Estado Argentino acusados de incitarem uma série de saques de alimentos e mercadorias no mês de dezembro de 2012 em Bariloche, Río Negro na Argentina.

Há mais de 10 anos esses militantes sociais vêm se mobilizando e buscando alternativas contra o desemprego e toda a classe de injustiças, repressão, precarização das condições de trabalho, assassinatos à juventude pobre, derivadas das políticas de clientelismo e assistencialismo, únicas respostas dos governos as demandas populares.  No dia 20 de dezembro, em mais de 40 cidades da Argentina, centenas de famílias pobres decidiram tomar com suas próprias mãos alimentos de grandes supermercados, dando um basta à fome causada pela indiferença dos governos aos reclamos de trabalho e melhores condições de vida. Uma série de companheiros(as) da Cooperativa 1º de Maio foram então acusados de incitarem os saques em Bariloche e presos. Junto com eles foram detido pessoas que participaram dos saques e outras que saíram as ruas em solidariedade exigindo a libertação desses lutadores.  

Estes fatos estão inseridos em um contexto de criminalização do protesto e das mobilizações populares; de tentativa de desestruturar o trabalho daqueles que não se enquadram na lógica paternalista e clientelista dos governantes argentinos; e no processo de redução salarial e precarização das condições de trabalho para que as grandes empresas possam lucrar cada vez mais.

É por isso que saímos às ruas em Solidariedade, gritando:

Mão estendida aos companheiros! Punho cerrado aos inimigos!


  


Liberdade aos lutadores sociais do Movimento

 Social e Cooperativo 1º de Maio!

10º ELAOPA, Rio Grande do Sul, Brasil – 2013


Sindicato Unico de Automoviles con Taximetro y Telefonistas – SUATT (Montevideo), Sindicato Bancario - Uruguay, Ateneo Santa Catalina (Montevideo), Ateneo Germinal (Montevideo), Ateneo "Pocho Rios " (Montevideo), Ateneo Carlos Molina (Montevideo), Ateneo del Cerro (Montevideo), Tendencia Wellington Galarza (metalurgicos de Uruguay), Cooperativa La Resistencia (Montevideo), Agrupación Liceos Populares (Montevideo), Plenaria Memoria y Justicia (Montevideo), Parinacota TV (Santiago, Chile), Organização Popular (RJ, Brasil), MNCR- Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Reciclavéis (Brasil), MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens (Brasil), MTD Pela Base (Movimento dos Trabalhadores Desempregados (RJ, Brasil), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – (RS, Brasil), MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores (Brasil), Vía Campesina (Brasil), MCP - Movimento das Comunidades Populares (Brasil), Quebrando Muros (PR, Brasil), Mães de Maio (Movimiento Madres de Mayo), Radio da Juventude (SP, Brasil), Base Popular (Brasil), Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (AL, Brasil), Resistencia Popular (PE, Brasil), SinDUFFS Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal da Fronteira Sul, Comuna Pachamama -MST- (RS, Brasil), Resistência Popular (RS, Brasil), Resistência Popular (SC, Brasil), Laboratorio de Medios Autonomos (Brasil), Cooperativa Cempal, Espaço Libertário Moinho Negro (RS, Brasil), Protopia, Coletivo Negada, Radio Livre Laberintos 107,7, ADUFFS Associação dos docentes da UFF (Brasil), Autonomos FC (Futbol Club), GEP (Grupos de Educacao Popular, Rio de Janeiro), Organizaçao Anarquista Terra e Liberdade (RJ), Resistência Popular (AL, Brasil), Coletivo Mulheres Resistem (AL, Brasil), FOB - Federación de Organizaciones de Base (Argentina)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

X ELAOPA convoca:

Mobilização em solidariedade às presas e aos presos políticos de Bariloche (AR).
05 de fevereiro