quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Moção de apoio aos estudantes de Medicina Veterinária

MOÇÃO DE APOIO

Nós da Resistência Popular vimos através desta moção expressar o nosso apoio aos estudantes de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Alagoas, pólo Viçosa.

É sabido que a educação, como todas as políticas públicas brasileiras, tem sofrido desde sempre com ataques que minam ao que deveriam ser seus principais objetivos. Particularmente no ensino superior, nos deparamos com um processo conhecido por Reforma Universitária, que dividido em pequenos e nocivos fragmentos, vão destruindo a educação de qualidade em favor dos interesses do Governo Federal de Dilma e Lula, do Banco Mundial e da lógica de mercado.

A tão propagandeada “interiorização”, com discurso que mexe com sonhos e anseios reais de larga parcela da população alagoana e brasileira, é transformada em forma de indicadores de um falso desenvolvimento. Por isso, a expansão do ensino superior feita pelo governo e gestores das universidades, não busca a qualidade no tripé de ensino, pesquisa e extensão.

A expansão “sem responsabilidade” acabou por afetar o curso da formação destes estudantes que falaram baixo até o dia 22/02, quando cansaram de enrolação, medidas paliativas e omissões por parte da gestão da UFAL Mais Viva que vem se fazendo de morta para suas reivindicações.

A universidade não deve funcionar para atender aos poderosos e ao capital, a universidade deve servir única e exclusivamente ao povo que constrói a riqueza da sociedade, mas que vê direitos básicos lhe serem negados. A Medicina Veterinária sem laboratórios, sem hospitais, sem ônibus para transporte de seus estudantes para os campos de prática é apenas um amontoado de papéis e tijolos, um projeto implantado de qualquer jeito para propagandear uma falsa realidade e se afastando o máximo da comunidade que o acolheu.

Nos solidarizamos com os companheiros em luta, não por ter benefícios em troca desta, não por sermos estudantes de Medicina Veterinária, mas por fazermos parte do povo que trabalha, que sofre, que luta diariamente por uma sociedade justa.

AÇÃO DIRETA PRA CONSTRUIR POVO FORTE!

OCUPA E RESISTE!

RESISTÊNCIA POPULAR - ALAGOAS

Comitê Estudantil

Comitê Comunitário (Zona Sul/Maceió)

Comitê Sindical – Trabalhadores da Saúde

Coletivo Mulheres Resistem – RP

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

[Cine Popular] Filme Romance


Primeira edição do Cine Popular em 2011!
Nessa quinta (23/02) às 19h na sede da Resistência.

Em breve nova mostra de filme organizada pelo Cine Popular.

sábado, 4 de dezembro de 2010

IX ELAOPA (São Paulo - Brasil)


IX ELAOPA

(Encontro Latino Americano de Organizações Populares Autônomas)

22, 23 e 24 de Janeiro de 2011, São Paulo.

Este encontro surge no ano de 2003, como um espaço alternativo ao Fórum Social Mundial (FSM), onde não participam partidos políticos, ONG's e nem representantes de governos; entidades estas, que diferem de nossa realidade e das intenções de nossas organizações. O ELAOPA pretende então, juntar, encontrar e articular a luta de organizações populares da América Latina, colocando- as como atoras à partir das suas necessidades, realidades, e anseios.

O ELAOPA pretende ser um encontro catalisador da luta popular, com real independência de classe e, com objetivo de maior integração dos movimentos sociais nos diversos lugares da América Latina.

Assim, os encontros já foram realizados no Brasil (2003), Bolívia (2004), Argentina (2005), Uruguai (2006), Chile (2007), Brasil (2008), Argentina (2009) e Uruguai (2010), participando organizações das mais diversas atividades: agrupações sindicais e sindicatos, coletivos culturais, muralistas, grupos de teatro, movimento de piqueteiros, desempregados/as, movimentos de luta pela terra, coletivos feministas, centros sociais, ateneus, organizações camponesas, ecologistas, coletivos em defesa dos direitos humanos, entidades estudantis.

Um dos principais eixos que sempre estão em nossos encontros tem sido a construção do poder popular, por uma perspectiva autônoma e de base, ou seja, desde baixo, capaz de resistir à opressão capitalista e criar alternativas de luta conjuntas, a partir da solidariedade entre os/as companheiros/as agredidos.

A coordenação e articulação dos movimentos sociais se fazem necessárias para que seja possível fortalecer a construção do poder popular à partir da participação de todas e todos, e desenvolver reflexões e análises coletivas que possam fornecer instrumentos e sugerir caminhos para a luta anticapitalista.

Desta forma, lhes convidamos a participar do Encontro.

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 10/01/2011, estamos também solicitando uma contribuição de inscrição no valor de 25,00 (vinte e cindo reais) para os custos de alimentação e infraestrutura do lugar.

O local do encontro será no Centro de Formação Campo Cidade do MST/Regional SP na cidade de Jarinú, Grande São Paulo.

Inscrições e dúvidas pelo email: ixelaopa@riseup.net

Contamos com vocês !!!!

Arriba los que luchan!

Comissão de Organização do IX ELAOPA

http://www.elaopa.org



(Cast)


IX ELAOPA

(Encuentro Latinoamericano de Organizaciones Populares Autónomas)

22, 23 e 24 de Enero de 2011, São Paulo.

Este encuentro se inicia en el año de 2003, como un espacio alternativo al Foro Social Mundial (FSM), donde no participan los partidos politicos, ONG's y ni representantes de gobiernos; entidades que difieren de la realidad y de las intenciones de nuestras organizaciones. El ELAOPA quieres entonces juntarse, encuentrar y articular la lucha de las organizaciones populares en America Latina, poniendose como actoras con base en sus necesidades, realidades y aspiraciones.

El ELAOPA pretende ser un catalizador de la lucha popular, con real independencia de clase, con el objetivo de una mayor integración de los movimentos sociales y organizaciones autonomas en las distintas partes de Latinoamerica.

Por lo tanto, los encuentros se han celebrado en Brasil (2003), Bolivia (2004), Argentina (2005), Uruguay (2006), Chile (2007), Brasil (2008), Argentina (2009) y Uruguay (2010), particiando organizaciones de las más diversas actividades: grupos sindicales y los sindicatos, colectivos culturales, muralistas, grupos de teatro, el movimiento de los piqueteros, los desempleados/as y los movimientos de la lucha por la tierra, colectivos feministas, centros sociales, ateneos, organizaciones campesinas, ecologistas, coletivos de defensa de los derechos humanos, organizaciones de estudiantes.

Unos de los ejes principales que están siempre en nuestros encuentros ha sido la construcción del poder popular, por una perspectiva autónoma y popular, es decir, desde abajo, capaz de resistir a la opresión y crear alternativas de luchas conjuntas, a partir de la solidaridad entre las/los compañeras/os agredidos.

La coordinación y articulación de los movimientos sociales son necesarias para poder fortalecer la construcción del poder popular a partir de la participación de todas y todos, y desarrojar reflexiones y analisis coletictivas que puedan proporcionar las herramientas y sugerir formas para la lucha anticapitalista. Asi, le invitamos a asisitir el Encuentro. Las inscripciones se pueden hacer hasta el 10/01/2011, y también estamos pedindo una contribuicción de inscripción con el valor de 25,00 (veinticinco reales, moneda local) por costos de la alimentación y la infraestrutura del lugar.

El lugar del encuentro será en el Centro de Formación Campo Cidade do MST/Regional SP, en la ciudad de Jarinú, Grand São Paulo.

Inscripciones y dudas por el email: ixelaopa@riseup.net

Contamos com ustedes !!!!

Arriba los que luchan!

Comision de Organizacion de el IX ELAOPA

http://www.elaopa.org

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ELAOPA 2011 [1º chamado]

[Português/Castellano]

Ajudar a difundir / Ayudar a difundir

***

[Port]

Este é o primeiro comunicado de convite para o IX Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas (ELAOPA), que ocorrerá em janeiro de 2011 no Brasil, em São Paulo.

No último ELAOPA se escolheu São Paulo para ser o local do IX encontro, como forma de incentivar uma maior participação de organizações do norte, nordeste e centro-oeste do Brasil e também das organizações mais ao norte da América Latina.

O ELAOPA ocorre desde 2003 e, nas edições anteriores, contou com a participação de organizações populares autônomas do Uruguai, Chile, Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Honduras, Peru, México e Espanha.

Programe-se. Logo mais daremos informações sobre o local, data e inscrições!!!!!

http://www.elaopa.org/

***

[Cast]

Este es el primer comunicado de invitación para el IX ELAOPA, que tendrá lugar en enero de 2011 en Brasil, São Pablo.

En el último ELAOPA se elegió São Pablo para ser el lugar de el IX encuentro, con el fin de fomentar una mayor participación de las organizaciones del norte, nordeste y centro-oeste de Brasil y también de las organizaciones de América Latina que están más al norte.

El ELAOPA se lleva a cabo desde el año 2003 y, en las ediciones anteriores, tuvo la participación de organizaciones populares autónomas de el Uruguay, Chile, Argentina, Brasil, Bolivia, Colombia, Honduras, Perú, México y España.

Hace su programación. Pronto tendremos más informaciones sobre el local, la fecha y las inscripciones!!!!

http://www.elaopa.org/

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Consciência Negra para a Liberdade

CONSCIÊNCIA NEGRA PARA A LIBERDADE!

Chega-se a mais um 20 de novembro e muitos ainda não sabem o significado profundo dessa data para o povo alagoano e brasileiro como um todo. Afastados de nossas origens, acabamos nos tornando fracos, o que fortalece o sistema de miséria e opressão.

Há mais ou menos 400 anos, onde hoje é a cidade de União dos Palmares, na Serra da Barriga, milhares de negros e negras que aqui viviam como escravos, sob o regime do chicote nas plantações de cana, se rebelaram e fugiram do cativeiro para construir uma história de resistência e liberdade.

O Quilombo dos Palmares, como ficou conhecida a maior resistência do povo brasileiro contra a exploração, abrigava não só os negros e negras, mas também índias e índios, brancos e brancas pobres marginalizados na época em que o Brasil era colônia de Portugal.

Palmares durou aproximadamente 100 anos de existência, com a vida organizada de forma coletiva, sem escravidão nem exploração, com tudo o que era produzido dividido entre todos os quilombolas. Construíram toda essa beleza ao mesmo tempo em que lutavam contra os vários exércitos mandados pela elite para destruir o quilombo.

A Resistência Palmarina não foi a única a enfraquecer a escravatura e influenciar a abolição, existiram vários quilombos por todo o Brasil, como por exemplo, o Quilombo do Urubu (BA), cuja principal líder era uma mulher, Zeferina, ou o Quilombo Serra Geral no RS.

Hoje a escravidão é oficialmente abolida, mais infelizmente ainda persiste o trabalho escravo ou semi-escravo nas lavouras de cana Brasil afora. O racismo continua vivo e o povo continua explorado pelos políticos e empresários.

Nossa Consciência Negra vem da memória de um passado de luta contra um regime cruel, que insiste em se manter, às vezes de maneira brutal, como nos exemplos de assassinatos de moradores de rua aqui em Alagoas, ou, como ocorre na maioria das vezes, de maneira disfarçada.

Nesses 315 anos do assassinato do grande líder Zumbi (20 de novembro de 1695), comemoramos mais um dia de consciência negra, não como festa, mas como memória e luta por novos sonhos de justiça e igualdade, nos apoiando na História do Quilombo da Liberdade.


-xxx-


Abaixo o cartaz da atividade que a Resistência está organizando, que começou ontem e termina hoje. Para o dia de hoje tivemos a baixa do Coco de Roda que infelizmente não vai pode se apresentar.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

[Estudantil] Aqui só existem dois lados... DE QUE LADO VOCÊ SAMBA?



Esta nota é destinada a todos que compõem a comunidade estudantil da universidade
federal de Alagoas e tem o objetivo de provocar na majoritária do Diretório Central dos
Estudantes uma reflexão.

Sabemos que o Restaurante Universitário da UFAL é extremamente limitado. Mil e cem
vagas são ofertadas para a comunidade acadêmica de 18 mil pessoas. O número tende
a crescer a cada ano depois da aprovação da reforma universitária do governo lula.
Diante do exposto, estudantes sentiram a necessidade da formação de um comitê que
tratasse especificamente da questão do restaurante universitário em reuniões semanais.

Com a ocupação do R.U (quarta - 27/10), o intuito do movimento foi protestar contra a
atual situação e publicizar para a maioria dos estudantes o fato de que já temos
LEGALMENTE garantido o restaurante que queremos, pelos acordos de reintegração de
posse de 2005 e 2007. Ao contrário dos boatos, os estudantes deixaram tudo
organizado e higienizado para o uso do restaurante no dia seguinte. Não houve roubo
ou cárcere de trabalhadores. A verdade pode ser comprovada na gravação de uma
hora e meia ( parte já pode ser vista no youtube).

No dia seguinte, foi preparado na cozinha do R.U um café da manhã em comemoração
ao dia dos servidores públicos, logo após o restaurante foi fechado aos estudantes. A
administração puniu o movimento e teve o intuito maior de jogar estudante contra
estudante. Mas já esperávamos esse tipo de postura da reitoria, agora a postura da
direção majoritária do DCE nos surpreendeu.

Nos preocupa a forma como o movimento correnteza vem
se envolvendo com o acontecido. Até agora essa majoritária
está se omitindo e nenhum apoio foi dado ao ato mais
combativo dos últimos dois anos na UFAL: enfrentamento
direto com a política seletiva da reitoria e reivindicação na
justiça acerca de um direito JÁ garantido. Para nós, a única
explicação é o fato da direção majoritária do DCE não se
importar verdadeiramente com as necessidades dos
estudantes, pois se nega a fazer lutas para além do gabinete
da reitora, sendo um correio transmissor de suas políticas.

Pelo aqui exposto e sentido no dia-a-dia, esclarecemos os fatos para os reais
interessados, denunciando assim práticas políticas incoerentes num movimento que
precisa se unir!



Novembro, 2010.
Comitê "RU para Todos!"


RU PARA TODOS JÁ!
Pelo direito à Assistência Estudantil!


As reuniões do Comitê "RU PARA TODOS!"
acontecem todas as quintas-feiras
às
16:30h, na Pça. do RU.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saúde do Trabalhador

SAÚDE DO TRABALHADOR

A saúde do trabalhador está comprometida na sociedade brasileira e os trabalhadores não conseguem a atenção devida para seu adoecimento desigual. De acordo com Maeno (2005), ainda hoje em pleno séc. XXI não causa espanto um trabalhador manusear um martelete pneumático para quebrar calçadas, submetidos a ruído literalmente ensurdecedor e a vibrações intensas do corpo inteiro; o trabalhador rural em condições de trabalho medieval não é prioridade da mídia, que, para seus interlocutores, valoriza a qualidade de vida, as práticas saudáveis e a longevidade. Nossos adversários são as políticas econômicas e sociais que não favorecem a valorização da vida e da saúde como bens inalienáveis. A opção por um modelo de desenvolvimento, no contexto da globalização, que seja permissível com importação de riscos não aceitos em outros países; a impunidade das empresas que exaurem os trabalhadores em prol de maior lucratividade, e políticas de governo coniventes com isso são os males que devemos combater.

Segundo Maeno (2005), mesmo com todo aparato legal definindo responsabilidades dos gestores federais, estaduais e municipais, esses ignoraram essa área por vários anos. Os planos de saúde estaduais e municipais ainda não contemplam a saúde do trabalhador. É flagrante a carência de profissionais capacitados para desenvolver ações de assistência e vigilância em Saúde do Trabalhador. A notificação de vários agravos decorrente do trabalho é necessária e importante para que se aprimore a vigilância epidemiológica em saúde do trabalhador.

A criação da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) pela portaria 1679 de 19/09/2002 permitiu, até mesmo com previsão orçamentária, inserir a S1aúde do Trabalhador entre as ações sanitárias. Foram criados também os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), que promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio de prevenção e vigilância. Existem dois tipos de centros, estaduais e regionais. Para que de fato esses aparatos funcionem, somente com a cobrança da população organizada. Temos muitas leis e direitos conquistados e que não foram cedidos de mão beijada, mas muitas vezes o seu cumprimento se perde na burocracia do Estado ou em projetos políticos que vão de encontro aos interesses do próprio trabalhador.

Há que se destacar que a luta pela Saúde dos Trabalhadores, no contexto de um projeto maior de construção de uma sociedade justa e igualitária e fraterna, passa pela necessária e urgente mudança de postura da sociedade, particularmente do movimento sindical, que tradicionalmente caracteriza-se pela luta estritamente corporativista e não solidária com os movimentos e segmentos sociais historicamente excluídos dos benefícios do desenvolvimento econômico do País. Por fim, devemos pressionar o Estado para que resguarde em primeiro lugar os interesses da população, podemos e devemos contribuir para que a Saúde do Trabalhador seja efetivamente incorporada como política pública.

Texto do Informativo do Comitê de Trabalhadores da Saúde da Resistência